adeus…

vou partir… vais ficar… quanta tristeza
há dentro em mim ao pensar nisso – quanta!
– parece que em minha alma se levanta
um protesto ao destino e à natureza…

vou partir… no meu peito já não canta
o feliz coração – tenho certeza
que outros virão sentir tua beleza…
(ó dor maior que a própria dor suplanta!)

vais ficar… bem sei… destino ingrato!
hei de ter-te no entanto na lembrança,
e hei de sempre beijar o teu retrato…

– não sentiste o pulsar dos versos meus…
vou partir sem levar uma esperança,
e irei sofrendo eternamente… – adeus !…

(J.G. de Araújo Jorge)

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