people will say we´re in love…

lançado em 1955, sob a direção de fred zinnemann, oklahoma foi refilmado por steven sipelberg em 2005. o musical conta a estória de uma moça de família rural de oklahoma que se apaixona por um cow-boy. tudo acontece durante uma festa em que cestas de pic-nic feitas pelas filhas dos fazendeiros são leiloadas em pról de um programa beneficente. embora se amem, os dois tentam negar isto um ao outro. em people will say we´re in love, é sobre isto que eles discutem. na versão de spielberg, o papel de laurie, a moça, é interpretada por shirley jones, enquanto gordon mac rae interpreta curly, o cowboy.

laurie
why do they think up stories that link my name with yours?

curly
why do the neighbors gossip all day behind their doors?

laurie
i know a way to prove what they say is quite untrue.
here is the gist,
a practical list of “don’ts” fer you…

don’t throw bouquets at me;
don’t please my folks to much;
don’t laugh at my jokes too much;
people will say we’re in love…

curly
who laugh at your jokes?

laurie
don’t sigh and gaze at me
(your sighs are so like mine…).
your eyes mustn’t glow like mine,
people will say we’re in love…

don’t start collecting things;

curly
like what?

laurie
give me my rose and my glove,
sweetheart, they’re suspecting things,
people will say we’re in love…

curly
some people claim that you are to blame as much as i.
why do you take the trouble to bake my fav’rite pie?
grantin’ your wish i carved our initials on that tree,
just keep a slice of all the advice you give so free…

don’t praise my charm too much;
don’t look so vain with me;
don’t stand in the rain with me;
people will say we’re in love…

don’t take my arm to much;
don’t keep your hand in mine.
your hand feels so grand in mine!…
people will say we’re in love…

don’t dance all night with me,
‘till the stars fade from above,
they’ll see it’s alright with me,
people will say we’re in love…

(Richard Rodgers & Oscar Hammerstein)

furto…

eu não meço nada.
cada palavra não vale o tempo que eu gastei para pronunciá-la.
nada é medido nesse curto intervalo.
ouço apenas teus murmúrios, teu jogo de regras não muito claras.
sinto que escapas.
quem sou eu para dizer-te o que não queres ouvir?…
podes pensar o que fôr, não terás o que pretendo.
podes imaginar o que quero, mas não tens certeza.
podes desejar conhecer meus reflexos, mas não tens convicção.
isto não é um jogo, mas uma relação,
uma relação que não começou no “sim”,
começou bem antes dele e de outra qualquer palavra,
pois estava presente no preciso instante dos teus primeiros ais…
roubas, dizes, de mim o que não pode ser roubado
– meu sorriso, minha culpa, minhas exclamações…
as aparências, ora as aparências!…
não haverá o segundo encontro, pois não existiu o primeiro.
não haverá o depois, pois nada veio antes dele.
enquanto não entenderes que não é o que é roubado o que me interessa,
mas o que é dado, o que é compartilhado,
o que é incompreendido entre as palavras não ditas…
tu? apaixonada? não creio…
e eu? o que quero?
quero dar-te o que não tenho,
quero oferecer-te o que jamais possuí…
troféu, sim, mas não do fálico,
não do desejo carnal.
troféu das palavras somente,
das palavras que nada dizem, que nada valem,
nem o tempo que elas levam para ser pronunciadas…
dar é o verbo.
dou-te sem que precises me roubar.
afinal, nada tenho e, ao final, nada terei.
e assim termina-se este processo.
ficas tu com teus pensamentos,
eu fico com os meus sonhos.
não haverá novo encontro,
nada restará além da mesmice dos intervalos vazios.
seguirei acreditando que erraste,
tu seguirás com a certeza de que o erro foi meu.
apaixonada? não ousarias tanto… será?
não, não creio,
ou não te arriscarias ao furto,
não te deixarias cercar pelas incertezas.
por isto prevês tanto…
um dia, quem sabe? por descuido ou fantasia,
voltarás para este sonho em que eu te tenho,
em que eu te entrego mais do que poderias furtar de mim…

tuas, não minhas…

tuas, não minhas

tuas, não minhas, teço estas grinaldas,
que em minha fronte renovadas ponho.
para mim tece as tuas,
que as minhas eu não vejo.
se não pesar na vida melhor gozo
que o vermo-nos, vejamo-nos, e, vendo,
surdos conciliemos
o insubsistente surdo.
coroemo-nos pois uns para os outros,
e brindemos uníssonos à sorte
que houver, até que chegue
a hora do barqueiro.

(Ricardo Reis)

à la claire fontaine…

à la claire fontaine é uma canção infantil de extrema beleza. acredito que voces irão apreciar…


(cenas finais do filme the painted veil, baseado em uma novela de w. somerset maughan)

à la claire fontaine,
m’en allant promener,
j’ai trouvé l’eau si belle
que je m’y suis baigné…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

sous les feuilles d’un chêne,
je me suis fait sécher,
sur la plus haute branche,
un rossignol chantait…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

chante rossignol, chante,
toi qui as le cœur gai,
tu as le cœur à rire,
moi je l’ai à pleurer…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

j’ai perdu mon amie,
sans l’avoir mérité,
pour un bouquet de roses
que je lui refusais…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

je voudrais que la rose
fût encore au rosier
et que ma douce amie
fût encore à m’aimer…

il-y-a longtemps que je t’aime,
jamais je ne t’oublierai…

carta…

aqui, tudo é bonito e quieto, a gente
vai vivendo uma vida sempre igual…
– há um dia que o regato de cristal
de águas turvas ficou devido à enchente…

os dias têm passado, lentamente,
e um tédio sinto em mim, de um modo tal,
que às vezes, fico até sentimental,
lembrando-me de ti, saudosamente…

quando estavas aqui, – tudo era lindo…
como um doce casal de beija-flores,
vivíamos os dois sempre sorrindo…

por que não voltas?… vem!… – se tu voltares
o céu há de cobrir-se de outras cores…
– as flores voltarão pelos pomares!..

(J.G.de Araújo Jorge)

adeus…

vou partir… vais ficar… quanta tristeza
há dentro em mim ao pensar nisso – quanta!
– parece que em minha alma se levanta
um protesto ao destino e à natureza…

vou partir… no meu peito já não canta
o feliz coração – tenho certeza
que outros virão sentir tua beleza…
(ó dor maior que a própria dor suplanta!)

vais ficar… bem sei… destino ingrato!
hei de ter-te no entanto na lembrança,
e hei de sempre beijar o teu retrato…

– não sentiste o pulsar dos versos meus…
vou partir sem levar uma esperança,
e irei sofrendo eternamente… – adeus !…

(J.G. de Araújo Jorge)

let´s get lost….

lina romay canta let´s get lost

let’s get lost, lost in each other’s arms,
let’s get lost, let them send out alarms
and though they’ll think us rather rude,
let’s tell the world we’re in that crazy mood….

let’s defrost in a romantic mist,
let’s get crossed off everybody’s list
to celebrate this night we found each other, mmm, let’s get lost

let’s get lost, lost in each other’s arms
let’s get lost, let them send out alarms
and though they’ll think us rather rude
let’s tell the world we’re in that crazy mood.

let’s defrost in a romantic mist,
let’s get crossed off everybody’s list
to celebrate this night we found each other,
darling, let’s get lost!…

(Chet Baker)

i concentrate on you…

fred astaire & eleanor powell, no filme broadway melody (1940) – quando uma boa dança é decorada por uma boa música…

whenever skies look gray to me
and trouble begins to brew,
whenever the winter winds become too strong
i concentrate on you…

when fortune cries nay, nay to me
and people declare you´re through,
whenever the blues become my only songs
i concentrate on you…

on your smile, so sweet, so tender,
when at first my kiss you do decline,
on the light in your eyes when you surrender
and once again our arms intertwine…

and so when wise men say to me
that loves young dream never comes true,
to prove that even the wise men can be wrong
i concentrate on you…

(Cole Porter)

i call your name…

Mamas & Papas

i call your name,
but you’re not there,
was i to blame
for bein’ unfair?…

don’t you know i can’t sleep at night
since you’ve been gone?
i never weep at night,
i can’t go on…

don’t you know i can’t take it?
i don’t know who can.
i’m not goin´ to make it,
i’m not that kind of man…

don’t you know i can’t sleep at night?
but, just the same,
i never weep at night,
i call your name…

(John Lennon & Paul McCartney)