I’ve got you under my skin

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Tu não vês o jogo perdendo-se como as palavras de uma canção.

Fio
Cecília Meireles

No fio da respiração,
rola a minha vida monótona,
rola o peso do meu coração.

Tu não vês o jogo perdendo-se
como as palavras de uma canção.

Passas longe, entre nuvens rápidas,
com tantas estrelas na mão…

— Para que serve o fio trêmulo
em que rola o meu coração?

A vida…

Não morres satisfeito.
A vida te viveu
sem que vivesses nela.
E não te convenceu
nem deu motivo
para haver o ser vivo.

A vida te venceu
em luta desigual.
Era todo o passado
presente presidente
na polpa do futuro
acuando-te no beco.
Se morres derrotado,
não morres conformado.

Nem morres informado
dos termos da sentença
de tua morte, lida
antes de redigida.
Deram-te um defensor
cego surdo estrangeiro
que ora metia medo
ora extorquia amor.

Nem sabes se és culpado
de não ter culpa. Sabes
que morres todo o tempo
no ensaiar errado
que vai a cada instante
desensinando a morte
quanto mais a soletras,
sem que nascido, mores
onde, vivendo, morres.

Não morres satisfeito
de trocar tua morte
por outra mais (?) perfeita.
Não aceitas teu fim
como aceitaste os muitos
fins em volta de ti.

Testemunhaste a morte
no privilégio de ouro
de a sentires em vida
através de um aquário.
Eras tu que morrias
nesse, naquela; e vias
teu ser evaporado
fugir à percepção.
Estranho vivo, ausente
na suposta consciência
de imperador cativo.

Foste morrendo só
como sobremorrente
no lodoso telhado
(era prêmio, castigo?)
de onde a vista captava
o que era abraço e não
durava ou se perdia
em guerra de extermínio,
horror de lado a lado.

E tudo foi a caça
veloz fugindo ao tiro
e o tiro se perdendo
em outra caça ou planta
ou barro, arame, gruta.
E a procura do tiro
e do atirador
(nem sequer tinha mãos),
a procura, a procura
da razão da procura.

Não morres satisfeito,
morres desinformado.

Carlos Drummond de Andrade

“crônica de uma Vida de Mulher”

“E mais uma vez saltou da cama, arrastou-se pelo quarto ao lado ate diante da porta da sra. Nebling; ouviu, bateu, tudo ficou em silêncio. Ela voltou a se recuperar. Mas o que ela estava querendo da sra. Nebling? Não precisava dela. Não precisa de ninguém. Queria era estar sozinha, continuar sozinha, conforme havia estado o tempo inteiro. (…) Não, nada de ajuda, não. Ela queria sucumbir. Era melhor que sucumbisse de uma vez por todas… Ela e a criança, e com a criança o mundo inteiro.”

trecho do livro “Crônica de uma Vida de Mulher”, de Arthur Schnitzier.

La la la lo lo

Good morning starshine
The earth says hello
You twinkle above us
We twinkle below
Good morning starshine
You lead us along
My love and me as we sing
Our early morning singing song
Gliddy glub gloopy
Nibby nabby noopy
La la la lo lo
Sabba sibby sabba
Nooby abba nabba
Le le lo lo
Tooby ooby walla
Nooby abba naba
Early morning singing song
Good morning starshine
The earth says hello
You twinkle above us
We twinkle below
Good morning starshine
You lead us along
My love and me as we sing
Our early morning singing song
Gliddy glub gloopy
Nibby nabby noopy
La la la lo lo
Sabba sibby sabba
Nooby abba nabba
Le le lo lo
Tooby ooby walla
Nooby abba naba
Early morning singing song
Singing a song
Humming a song
Singing a song
Loving a song
Laughing a song
Singing a song
Sing the song
Song song song sing
Sing sing sing sing song

people will say we´re in love…

lançado em 1955, sob a direção de fred zinnemann, oklahoma foi refilmado por steven sipelberg em 2005. o musical conta a estória de uma moça de família rural de oklahoma que se apaixona por um cow-boy. tudo acontece durante uma festa em que cestas de pic-nic feitas pelas filhas dos fazendeiros são leiloadas em pról de um programa beneficente. embora se amem, os dois tentam negar isto um ao outro. em people will say we´re in love, é sobre isto que eles discutem. na versão de spielberg, o papel de laurie, a moça, é interpretada por shirley jones, enquanto gordon mac rae interpreta curly, o cowboy.

laurie
why do they think up stories that link my name with yours?

curly
why do the neighbors gossip all day behind their doors?

laurie
i know a way to prove what they say is quite untrue.
here is the gist,
a practical list of “don’ts” fer you…

don’t throw bouquets at me;
don’t please my folks to much;
don’t laugh at my jokes too much;
people will say we’re in love…

curly
who laugh at your jokes?

laurie
don’t sigh and gaze at me
(your sighs are so like mine…).
your eyes mustn’t glow like mine,
people will say we’re in love…

don’t start collecting things;

curly
like what?

laurie
give me my rose and my glove,
sweetheart, they’re suspecting things,
people will say we’re in love…

curly
some people claim that you are to blame as much as i.
why do you take the trouble to bake my fav’rite pie?
grantin’ your wish i carved our initials on that tree,
just keep a slice of all the advice you give so free…

don’t praise my charm too much;
don’t look so vain with me;
don’t stand in the rain with me;
people will say we’re in love…

don’t take my arm to much;
don’t keep your hand in mine.
your hand feels so grand in mine!…
people will say we’re in love…

don’t dance all night with me,
‘till the stars fade from above,
they’ll see it’s alright with me,
people will say we’re in love…

(Richard Rodgers & Oscar Hammerstein)

mas eu sei que algum coisa aconteceu está tudo assim tão diferente…

Por Enquanto
Cássia Eller

Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que
Alguma coisa aconteceu
Está tudo assim
Tão diferente…

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba…

Mas nada vai
Conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí, então, estamos bem…

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo
De volta pra casa…